quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Valeu, gaúcho!

Acima, um gaúcho Típico
Quero agora fazer um agradecimento público ao Gérson César de Souza, um dos "cabeças" da Petrobras, colunista do jornal e astrônomo amador. Ele não apareceu na noite de autógrafos, pois teve uns contratempos, mas comprou um livro na loja e veio me trazer no trabalho para receber o autógrafo.

Exageradamente, ele disse que sou um dos maiores contistas do Brasil. Disse que está desde ontem devorando o livro, e que até o momento seu conto preferido foi A Visão. Falou também que o que ele mais está gostando é o caráter imprevisível das histórias. "Fico tentando imaginar como elas vão acabar, mas sempre me surpreendo", comentou.

E o que mais me agradou: disse que recentemente leu um livro de contos de Simões Lopes Neto, e que eu sou melhor. Poxa, um gaúcho falando que prefere os meus contos do que os de outro gaúcho! Todos os gaúchos que conheço têm muita paixão pelo Rio Grande do Sul, e acho isso muito bonito. Todos eles defendem com toda a garra as suas tradições, a sua cultura (e os seus times, é claro). Portanto, o elogio do Gérson já me valeu o dia.

Obrigado, mais uma vez!

E leia 2 ótimos contos de Simões Lopes Neto: Negro Bonifácio e Trezentas Onças

Outra vez nas ondas do ar...

Nesta sexta-feira 13, às 11:00 h, darei uma entrevista na rádio FM Novo Milênio 87.5 Mhz.
Pena que desta vez não será possível acompanhar pela internet.
Mas tá valendo! Quem puder, sintonize seu radinho.
Abraços

Grafias Noturnas ganha asas

Informo que hoje enviei a primeira remessa do livro pelos correios. Dentro em breve os meus contos estarão sendo lidos em:


Zurique


São Paulo


Logan (Utah - EUA)

Aveiro (Portugal)

Campo Mourão (PR)


Curitiba (PR)


Porto Alegre (RS)

Eu sabia que esse meu livro ia longe.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Noite de autógrafos


Enfim, aconteceu a tão esperada noite de autógrafos por ocasião do lançamento de Grafias Noturnas. Não posso dizer se o evento atendeu ou não minhas expectativas, pois elas não existiam: eu não tinha a menor ideia de como seria. Viriam 200 pessoas? 10? nenhuma? Seria agradável? Ficaria marcado positivamente na memória? Eu não tinha nem como imaginar essas coisas. Porém, examinando a minha sensação depois de terminado, só posso dizer que foi ótimo.

Vejamos: apesar de não terem comparecido (por motivos justos) algumas pessoas que eu acreditei que iriam, houve várias que eu nunca imaginei que estariam lá. Até o prefeito, Luiz Adyr Gonçalves Pereira, saiu de uma importante reunião e ficou um bom tempo. Algumas pessoas que eu mal conhecia, e outras que eu não via há séculos, também estiveram lá.

Como aqui na minha cidade esse tipo de evento é raro (acredito ter sido o terceiro morador a lançar um livro), o próprio público não sabia o que esperar, e houve até quem me perguntasse se seria o certo trazer um presente para o escritor (o que eu respondi afirmativamente, é óbvio, hehehe). Assim, por quase ninguém ter tido alguma expectativa, acredito que todos devem ter gostado.

O salão do hotel Dom Leopoldo é lindo, como eu já sabia. A vista da cidade, incrível. Acredito que o coquetel também tenha agradado (os docinhos da minha irmã fizeram muito sucesso), e de última hora exibimos alguns dvds musicais na TV: nada melhor para uma noite cultural.

Como o lançamento estava marcado para entre as 19h e as 21h, não preparei nenhum discurso, para que os que chegassem mais tarde não perdessem nada. Mas quando o presidente da Fundação Cultural quis falar algumas palavras, e depois o prefeito, e a secretária de educação, e a D. Edith, e a Adriana... então eu também tive que falar. E, mesmo no improviso, acho que consegui explicar o que me leva a escrever, e o que representava para mim aquele lançamento.

D. Edith aproveitou para falar publicamente o que havia me dito em particular: que seu irmão Luiz Vilela, o escritor, havia folheado o Grafias Noturnas e dito que eu tinha futuro. Segundo ela, ele é bem exigente e não fala isso para qualquer um. Ele também leu uma entrevista minha, e disse: "Esse sabe o que tá falando", além de me dar alguns conselhos importantes. Para mim já valeu a noite!

Depois dessa parte passamos para os autógrafos. Não fiz como o amigo Mário Carneiro que nem levou caneta para o próprio lançamento e teve que arranjar uma Bic azul, então eu já tinha uma bem bonita na mesa. Porém, minha letra estava horrível. Não tive muita inspiração para escrever a maioria das dedicatórias, mas a dos meus amigos de infância e dos familiares mais próximos, estas foram inspiradas.

Cheguei a cansar de tanto escrever, e no final da noite havia assinado quase 50 livros. Não sei se é pouco ou muito, mas fiquei bem feliz com cada pessoa que esteve lá. Além dos meus amigos Thomas e Edna, que foram fazer as fotos, havia mais três sites fotografando o evento.

Muita gente foi indo embora, mas houve alguns que ficaram até bem mais tarde da hora marcada para o encerramento. Com esses eu pude conversar, mas com a maioria eu só travei algumas palavras durante a hora em que assinei os livros. Gostaria de ter passado mais tempo com todos.

E agora, passado o lançamento, começou uma nova fase: o pessoal que não pôde ir já começa a me procurar querendo comprar o livro, e eu começo a esperar as opiniões de quem já vai lendo os contos.


domingo, 8 de novembro de 2009

A primeira resenha

O escritor Mário Carneiro Jr teve a ousadia de escrever a primeira resenha sobre Grafias Noturnas, publicada em seu blog Biblioteca Mal Assombrada. Segue, abaixo, suas impressões conto a conto.

O Prólogo: A Reunião dá o tom do que virá a seguir, com seu tom de fábula sombria; uma história fechada sobre uma assembléia entre o Diabo e seus súditos, e que talvez se passe no mesmo universo dos outros contos (talvez). Um começo tão bacana gera expectativa, então partimos para o próximo conto esperando por coisa boa.

Felizmente somos atendidos: O Guarda-Chuva é justamente o conto que ficou em segundo lugar no concurso que organizei. Um conto clássico de horror sobre um grupo de amigos que resolve pregar uma peça no amigo certinho. História sutil e elegante. Não faria feio em uma daquelas antologias clássicas que já resenhei aqui na Biblioteca. O final é um calafrio.

A Cápsula do Tempo certamente vai lembrar os leitores do filme Presságio, com Nicolas Cage. Riesemberg teve a idéia antes do filme aparecer, em uma daquelas coincidências que acontecem de vez em quando. Mesmo assim o conto difere por sua abordagem intimista, com uma perspectiva sombria.

A Visão fala sobre um menino cego e sua conversa com um estranho. Um conto tocante, que talvez não seja o mais imprevisível do mundo (ah, convenhamos, a gente adivinha o que vai acontecer várias linhas antes), mas o que importa se o conto emociona do mesmo jeito? Eu apenas dispensaria a "moral da história", que me pareceu desnecessária.

O Botão (aparentemente inspirado no conto Button button, de Richard Matheson) propõe um dilema moral para um casal sem grandes perspectivas. Perfeito e arrepiante!

A Luta do Século é um dos contos que não empolgou; não é ruim, pois um escritor como Riesemberg nunca fica abaixo de um determinado nível de qualidade. Mas não trás nada de novo para os aficionados pelo gênero terror, apoiando sua trama unicamente em um recurso que já foi usado muitas vezes na literatura fantástica (que diabos, eu mesmo já usei em dois contos!). Mas talvez o maior problema seja que, depois de tantos contos quase excelentes, a menor qualidade deste aqui se torna mais evidente.

Mas tudo bem; o conto seguinte (O Balanço, que mostra o diálogo entre um garoto e um velho desconhecido), é bom o bastante para fazer o livro voltar às alturas.

Meu Herói, conto sobre um menino que considera Jesus Cristo o primeiro e maior super-herói de todos os tempos. Bem, confesso que não gostei muito, por razões meramente subjetivas. Já ouvi muitas histórias no estilo antes, e sou meio avesso ao tipo. Mas tenho certeza que a maioria vai gostar.

A Doença do Porco é um conto que me deixou intrigado... Será que o Riesemberg escreveu ela há tempos antes, profetizando uma pandemia, ou simplesmente se inspirou na gripe h1n1 para escrever? Sei lá, só sei que a história deixa um quê de desconforto em vista da verossimilhança. Isso é terror real, caras. Coisa boa.

A Lei de Lavoisier (Aplicada à Arte) é um caso à parte. Não é bom, é transcedental! Perfeito. Poderia figurar em uma antologia entre Ray Bradbury e Guy de Maupassant, que estaria no mesmo nível de qualidade. No conto, um escritor encontra uma maneira de reescrever grandes obras da literatura, sem que ninguém perceba o plágio. Para quem é escritor, a história ganha ares ainda mais deliciosos, pois aborda temas que torturam qualquer candidato à escriba (como o conhecido e irritante plágio involuntário, a falta de compreensão sobre isso por parte de algumas pessoas, etc). Riesemberg estava inspirado pra caramba, pois o desenrolar é recheado de pequenas pérolas, frase realmente ótimas como: "Foi um lapso interessante da mente, no qual nunca havia sequer ouvido falar. Sem conhecer melhor definição para o que sentiu, diria que era um deja vu ao contrário: como se nunca tivesse estado antes naquele lugar, apesar de conhecê-lo muito bem." Enfim, uma idéia genial e original ao extremo, com o melhor final que um escritor poderia imaginar.

Racha é muito bacana. Riesemberg evita o moralismo ao descrever um carro como uma criatura viva, selvagem e impassível, que não se importa com a vida alheia quando deseja competir com um rival. Paradoxalmente com o tema, é um conto recheado de beleza e poesia.

No Bordel, depois da Meia-Noite... é excelente e irônico. Gostaria de fazer um paralelo com outro conto, mas pra quem ler, isso seria o equivalente a um spoiler. Digamos apenas que Riesemberg compensa o erro que cometou em outro conto do livro, cujo tema é semelhante.

Panelas de Ouro é a versão do autor para aquelas típicas lendas folclóricas e "causos" regionais. Quem não gosta de ouvir uma boa história, contada por um tio ou um avo que veio do interior? Pois esse é o clima que esse conto passa, um sabor de nostalgia e infância. E mais alguns calafrios de lambuja.

Atraso na Entrega é legalzinho, uma história sobre um rapaz que recebe um e-mail bastante atrasado, com implicâncias que o assustam. O problema é que, em vista das explicações racionais para o acontecido, a reação do personagem me pareceu meio descabida, exagerada. Ahhh, Riesemberg, estamos chegando ao final do livro, não vá perder o fôlego agora!

A Presa e o Predador é um conto doloroso... Doloroso para aqueles que já foram perseguidos por colegas mais fortes e agressivos (ou seja, que sofreram a infame prática do bullying); é tão real que incomoda. Terror cotidiano e real, que deixa um gosto amargo na boca. Isso é ruim? Não, do ponto de vista literário é ótimo, pois o conto atinge seu objetivo. É claro que nem todos vão gostar da experiência, mas enfim, aqui não é pra gostar mesmo, é pra provocar.

Pessoas de Bem é uma história hilária, sobre um espertalhão que tenta se dar bem às custas de um milionário. O final resultou um tanto "forçado", na minha opinião, mas mesmo assim a ironia é deliciosa.

A Máquina da Alegria, homenagem clara a Ray Bradbury, é outro conto nostálgico recheado de poesia. Mestre Bradbury ficaria orgulhoso se pusesse as mãos nesse aqui.

A Emissora, sobre um motorista solitário que sintoniza uma rádio com músicas desconhecidas, é outro conto das antigas, com elementos sobrenaturais bastante sutis. Tão sutis que talvez sequer tenham acontecido, num recurso literário que muito aprecio.

Gata Rainha é narrado em primeira pessoa na forma de um monólogo. Muito legal, principalmente para quem gosta de gatos e conhece algumas lendas e mitos à respeito dos felinos.

Viva a Morte! é um barato, um sarcasmo tão grande que é impossível não rir do desfecho. Bem feito para aquele principezinho de meia-pataca!

Bem, estamos chegando ao final, e a montanha russa está em rota ascendente faz tempo. Como será que o livro vai terminar? Pois continua subindo, dessa vez de maneira quase vertical: Eu Não Matei Charles Bronson, outro dos contos premiados do autor, é um verdadeiro tapa na cara do leitor (ou melhor, um tiro de espingarda cano duplo). Provocativa como um bom conto de Chuck Palahniuk, acompanhamos a busca por justiça de um homem que foi roubado na calada da noite. Interessante notar que, embora alguns contos anteriores do escritor tivessem preceitos morais bastante evidentes, ele não se faz de rogado quando resolve abandonar qualquer filosofia edificante. Eu Não Matei Charles Bronson é o segundo melhor conto do livro, na opinião deste que vos fala, perdendo por pouco para A Lei de Lavoisier. Em resumo, fecha com chave de ouro este verdadeiro baú de tesouros.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Entrevista na rádio Cultura FM

Amigos:

Neste sábado (07/11), às 10:00 h da manhã baterei um papo ao vivo na rádio Cultura Sul FM, onde falarei sobre meu livro Grafias Noturnas.

É possível ouvir o programa pela internet, clicando aqui e depois no ícone do Windows Media Player ao lado de "98.5 MHZ ao vivo".

Mandem boas vibrações, já que é a primeira vez que farei isso.

Um abraço!

UPDATE: Valeu, amigos. Adorei as boas vibrações e a audiência, inclusive a do público de outras cidades que acompanhou pela internet. Giulia Moon: falei de você! Foram 15 minutos no ar, mas pareceu só 15 segundos. Gostei tanto que já estou programando mais uma, só que desta vez em outra rádio, sem a chance de ouvir pela net, sorry...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Cápsula do Tempo em áudio

O Daniel Amaral, do podcast Amor e Poesia, de Portugal, fez um trabalho muito legal com o meu conto A Cápsula do Tempo, transformando-o em um programa de rádio. Para quem quiser ouvir a história em sua bela voz, acompanhada por efeitos sonoros e trilha de fundo, dá uma passada no podcast dele. Aproveita para deixar um comentário.

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