segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A história do Halloween

No dia 31 de outubro comemora-se os Dia das Bruxas. Mas você já se perguntou de onde surgiu o costume, e o porquê das gostosuras e travessuras, das máscaras e tudo mais?

Uma das teorias diz que o Halloween é uma mistura de antigas práticas celtas, rituais católicos e tradições folclóricas européias. Sua origem remonta ao festival de Samhain, comemorado pelos celtas, no território onde hoje é a Irlanda, há dois mil anos.

O ano novo celta tinha início em 1 de novembro. Este dia marcava o fim do verão e das colheitas, e o início de um inverno escuro e gelado - época do ano associada com a morte.

Este povo acreditava que, na véspera do ano novo, os espíritos dos mortos transitavam livremente no nosso mundo. Se por um lado isso é assustador, havia também quem se beneficiasse do fato, pois os fantasmas ajudavam nas predições sobre o futuro.

Durante o evento, os celtas reuniam-se em volta de fogueiras sagradas e realizavam sacrifícios de animais para as divindades. Na ocasião, os participantes usavam vestimentas feitas com couro e cabeças de animais.

Quando os romanos invadiram o território celta, em 43 d.C., aquela cultura foi sendo modificada. Os romanos comemoravam o festival de Feralia, no fim de outubro, em honra aos mortos, e também o dia em honra a Pomona, a deusa romana das frutas e das árvores. Essas datas foram, com o passar dos séculos, sendo anexadas ao Samhaim.

Já na Idade Média, o Cristianismo exercia sua influência por todo o território europeu, e por volta do ano 800 d.C. o papa Bonifácio IV instituiu o Dia de Todos os Santos. Acredita-se que este feriado foi criado para substituir o festival celta por uma data católica. A celebração era chamada All Hollows, e o dia de Samhaim, na véspera, ficou conhecido como All Hallows Eve e, mais tarde, Halloween.

A tradição chega aos Estados Unidos

Os primeiros imigrantes europeus levaram aos EUA os variados costumes de celebração de Halloween, mas como havia um rígido sistema protestante nos tempos coloniais, as tradições seguiram para a América de modo extremamente limitado.


Apenas Maryland e as colônias do sul tinham um Halloween mais forte, e os costumes eram misturados aos de diferentes grupos étnicos, como dos nativos americanos. Foi assim que começou a se desenhar a festa de dia das bruxas que conhecemos hoje. As primeiras celebrações incluiam festas públicas para comemorar a colheita, onde os vizinhos contavam histórias dos seus mortos, faziam predições, dançavam e cantavam.

Na segunda metade do século 19 a América estava cheia de novos imigrantes, incluindo milhões de irlandeses, que ajudaram a popularizar o Halloween. Incorporando tradições da Irlanda e da Inglaterra, os americanos passaram a usar fantasias e a ir de casa em casa pedindo dinheiro, uma prática que eventualmente tornou-se a brincadeira de "gostosuras ou travessuras". As moças acreditavam que, na noite de Halloween, elas podiam adivinhar o nome e o rosto de seu futuro marido fazendo feitiços com lã, cascas de maçã e espelhos.

No fim dos anos 1800 houve um movimento para transformar o Halloween em uma festa mais familiar, e menos uma celebração que envolve fantasmas e bruxaria.

Na virada do século, as festas, tanto infantis como adultas, eram o jeito mais comum de festejar o dia. Festas focadas em jogos, pratos da época e vestimentas festivas. As pessoas eram encorajadas a vestirem algo assustador ou grotesco nessas comemorações, e assim o Halloween foi perdendo seu caráter supersticioso e religioso.


Nos anos 1920 e 30, o Halloween tornou-se secular, mas centrado na comunidade, com desfiles e festas públicas. Apesar dos esforços contrários, naquele tempo a festa acabou sendo atormentada por atos de vandalismo. Nos anos 50 isso havia sido contornado, mas desse modo a celebração transformou-se em algo direcionado aos mais jovens. As escolas e os lares substituiram o local da festa. A histórica prática do "gostosuras ou travessuras" foi revivida entre os anos 20 e 50, sendo uma forma para toda a comunidade participar da comemoração.

O Dia das Bruxas no Brasil

No Brasil, o Halloween é uma comemoração recente. A televisão e o cinema geraram curiosidade, e escolas de Inglês passaram a festejar a data com seus alunos. Eventualmente, escolas e creches realizam o Halloween com as crianças, inclusive incentivando a prática de pedir doces nas casas.

Os nacionalistas são absolutamente contrários a esse movimento, pois consideram a introdução de uma festa popular norte-americana em nossa cultura como uma expansão do totalitarismo ianque. Também argumentam que os brasileiros deveriam valorizar mais seu rico folclore, tanto que em 2005 foi criado o Dia do Saci, celebrado no mesmo dia 31 de outubro.

Pessoalmente, acredito que há espaço para comemoramos o Halloween sem esquecermos de nossa cultura legitimamente nacional. Porém, acho difícil o povo daqui acostumar-se com a brincadeira de gostosuras ou travessuras. Nos EUA os adultos compram doces e ficam alegremente aguardando as crianças virem pedir, e são raros os que tornam-se vítimas das travessuras. Mas no Brasil as crianças raramente voltam com suas sacolas cheias. É mais comum elas serem ameaçadas pelos moradores que ficam mal humorados quando descobrem que elas lhes fizeram alguma travessura.

Não precisa brigar! Dá para curtir o Saci e o Halloween

2 comentários:

  1. OI eu ja tirei, desculpe, e vc podia esperar um pouco eu tirar já que não acessei durante o dia inteiro, sei o trabalho que é p fazer sim e nesse dia eu ia sair precisava de algo rapido por isso copiei pq gostei mais do seu, mas sei que errei e não faço mais e valeu por ter denunciado. bjos placecozy fashionblog

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  2. Eu poderia te processar, sabia? Realmente, dá muito trabalho pesquisar e escrever um texto legal. A sua pressa não é desculpa para roubar o trabalho dos outros. E não creio que você estava com tanta pressa assim, porque teve tempo de fazer uma formatação bem bonitinha, e de achar algumas fotos diferentes, né? Sei como isso demora.

    É óbvio que eu denunciei, porque plágio é crime! Se quisesse usar meu texto, pelo menos que indicasse de onde o retirou, e o nome do autor. Espero que você aprenda a lição e não faça mais isso.

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